terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Antes que seja tarde demais

Hoje o meu texto é para você meu querido leitor. Não tem frase de efeito, nem pegadinha para atingir este ou aquele político. Hoje a conversa é direta entre eu e você. Cara a cara, digo, letra a letra, frase por frase. Sinceramente acredito que nossa cidade poderia estar muito melhor do que está. E a “culpa” é sua. Responda honestamente: Você está inserido na realidade de sua cidade? Ou vive uma vida isolada, pacata, acomodada? Qual é a sua atuação social, política, cultural, religiosa, educativa em favor da criança e do jovem de nossa cidade?

Você colabora com os educadores de sua cidade? De que forma é esta colaboração? Como você colabora com a educação das crianças e dos jovens? A educação não acontece somente dentro das escolas. Qual é o seu papel na sociedade? O que você pode fazer para melhorar a qualidade de vida da nossa população? Você conhece os problemas, as dificuldades as necessidades de nosso povo? E as qualidades de nosso povo, quais são?

A sua vida, o seu grupo de amigos, os seus colegas de trabalho, os seus vizinhos desenvolvem alguma ação social? O que está sendo oferecido para as nossas crianças e para os nossos jovens? Você tem alguma coisa a ver com isso? Você, meu caro leitor, tem algum plano, algum sonho, algum projeto, alguma meta para ajudar as crianças e os jovens de nossa cidade? Seus objetivos são claros? O que você vai fazer para melhorar a vida de centenas de crianças e jovens ainda este ano? O que pode ser feito? Você quer fazer alguma coisa ou vai ficar vendo a “banda passar”?

Se você sabe quais são os problemas e nada faz, isso é no mínimo omissão, ou pior covardia. Será que você não pode se juntar a outras pessoas e modificar este quadro negativo? Você tem conversado com seus colegas, vizinhos, amigos e parentes? Qual é a opinião de cada um deles? É possível criar um conjunto de ações comunitárias? Será que estamos preparados para assumir ações comunitárias? Ou é mais fácil e cômodo colocar a culpa nos outros?

O primeiro passo é tomar consciência de que as coisas não vão bem. Logo em seguida agir. Agir coletivamente. Agir com estratégia. Sair do comum. Sair do comodismo. Escolher novas atitudes, novas ações. A partir de nossas pequenas ações individuais poderemos criar grandes ações sociais. E, por meio delas, mudar a história de nossa cidade desenvolvendo novos hábitos. Revitalizando nossas crenças e resgatando valores. Você, querido leitor, não pode terminar esta leitura do mesmo modo como começou! Temos muito que fazer!
José Antonio Braga Barros

sábado, 11 de dezembro de 2010

Discurso de Braga Barros na Câmara Municipal de Paraisópolis por ocasião do recebimento da Medalha de Honra ao Mérito, dia 10/12/2010

Excelentíssima Senhora Presidente da Câmara Municipal de Paraisópolis, Conceição Aparecida Pereira;
Nobres vereadores, com os quais saúdo todas as autoridades aqui presentes;
Meus caríssimos conterrâneos mais novos;
Meus queridos familiares e amigos, que vieram prestigiar este evento que muito me honra;
Querida e sempre amada Paraisópolis.

Estou voltando, depois de trinta e dois anos morando em São José dos Campos, para não precisarem fazer contas, fui para a capital do vale do Paraíba com 23 anos e estou voltando com 55. Nestas três décadas que se passaram rapidamente, não teve um dia em que tivesse tirado de minha cabeça e de meu coração a idéia de voltar para a minha terra natal. Mas foi lá que constitui minha família, escrevi meus livros, labutei profissionalmente, por isso sou muito grato a São José dos Campos.

Como prova de gratidão aquela cidade, de agora em diante foi parodiar o Poeta do Brasil, Cassiano Ricardo, no dia em que ele recebeu uma homenagem como esta em sua terra natal:

"Organizou-se esta tocante homenagem a meu favor e, como filho de Paraisópolis, compreendo bem a grandeza de seu significado.
Sinto-me enternecido, como é natural, diante de tão alta manifestação de bem-querer, da cidade onde nasci e onde espero repousar um dia.
Ninguém desconhece, aliás, o amor de cada poeta pelo lugar onde nasceu. “Todos cantam a sua terra”, disse um deles: “Vou também cantar a minha”
E como não haveria eu de amar, acima de todas as coisas, esta Paraisópolis que me serviu de berço e é o meu orgulho?
Se aqui nasci poeta é porque Paraíso me fez nascer poeta. Direi então: Sou poeta, porque nasci no Paraíso.
Não é preciso ir longe.
O amor de Drummond, poeta nosso, por sua Itabira, é bem conhecido, O de Manuel Bandeira por sua Recife já é quase proverbial.
Tem razão Menotti, poeta como os demais, quando em seu “Juca Mulato” escreve: “Na terra em que se nasce a própria dor dói menos”.
No sentido inverso afirmarei que também alegria é maior na terra em que se nasce. Maior ainda quando vinculada, pelo afeto a um acontecimento como este.
Compreende-se. Não se trata de um localismo estreito e fechado, mas de um apego ao feitiço municipal, de que a gente não se desprende mais, mesmo quando está longe, em outros países.
O torrão natal do poeta está na origem do seu ser, como criatura terrena e afetiva que ele é, e vive no seu corpo que é feito de chão e espírito".

É com este espírito que agradeço a digna vereadora e Presidente desta Casa Conceição Aparecida Pereira pela distinção com que me honra nesta noite, sem dúvida uma das mais importantes de minha vida.

Caros amigos, nunca se desfez em minha memória a Paraíso do meu tempo, com os amigos de meninice, um João Braga, um Jayme de Barros, meus queridos vizinhos da Rua Silviano Brandão, os armazéns do Sebastião e do Cid de Barros; a casa do Leonides, como a gente chamava o senhor Leônidas, a casa do Antonio Palma, A casa do Tatião e da Nêga do Pipi, a sempre organizada Coletoria com a autoridade do Geraldo da Vovó; A casa do João Cabral, bem em frente à atual inovação; a casa da D. Geralda do seu Nem, com a sua fantástica máquina de cobrir botões, aquilo era uma maravilha. A casa da Carlotinha e do Toninho Faria sempre amigos; Um pouquinho mais para baixo a casa do senhor Zezito Cortes, onde íamos comprar bananas amadurecidas dentro de um baú, como esquecer aquele alçapão, atrás do sofá que dava acesso ao porão?; como esquecer a oficina do Antonio Morais onde criança ficava conversando com ele enquanto consertava rádios?

É impossível não lembrar os aniversários de meu Pai o Zé do Jayme que em uma época ele comemorava no dia do aniversário do Pelé, depois descobriu que era no dia seguinte. Lá estavam o Messias Marra, Joaquim Cardoso, Zé Lima, Tião do Vô, Minhocão, Arézio, Zé do Hotel e muitos outros, ou a Loja como a gente chamava a Casa de Móveis, com Sebastião Bizarria, Toti, Jefinho, Hélio Manco, Serpa, Zé Custódio, Dito Preto, Sebastião da Pulinária...
Como esquecer a turma do Teatro Geraldo Muniz, João Formiguinha, João Cabral, Nico da Paulina, Leonina Rosa, Zé Neto, Quinho, Adhemar, Galba, Roberto?
Como esquecer o centenário “Bueno de Paiva” com minhas queridas professoras, diretoras e colegas, na época do porão, hoje utilizado com muito mais dignidade.
Como não recordar o orgulho de meu pai em pertencer ao Lions Clube, com seus companheiros Amâncio, Dr. Celso, Quirino.

Como não lembrar do Conjunto Serenata, dos Quitates, Dr. Benedito, e o som da flauta do Tarquínio e dos outros conjuntos musicais de minha época de juventude? O trombone do Kiko?
O pessoal do Campo de futebol Zé Luz, Chapadinha, Dito da Lojinha, Tomé, Zé Gordo. A banda do seu Nem de Barros. Vi nascer a AMP, o Kayrê, o Recreativo, O Clube de Campo. E os carnavais! As fotos do Milton expostas logo depois dos bailes! Dos festivais! O Cine Vitória, onde conheci pessoalmente o Mazzaropi e não perdia uma Matinée.
Como esquecer da Madre Regina com a criação da JUP- Juventude Unida de Paraisópolis, como esquecer das homilias do cônego Profício nas noites frias da Semana Santa; como esquecer do padre Omar com seus ensinamentos profundos sobre Jesus Cristo; como esquecer do casamento celebrado pelo, na época, padre João Faria. E as tias e os tios, as visitas da Vó Rosa diariamente nas casas dos filhos e filhas. As rezas, os terços!?

Como esquecer o “Brasil de Amanhã”, todos os domingos depois da missa das crianças, no auditório da Rádio. E as primeiras namoradas e os bailes de juventude. E o pão na janela da padaria depois de tudo, nas madrugadas sem violência, nem drogas. Apenas violões, um pouco de vinho com pão sovado e muita amizade. Como esquecer a maionese do natal com os amigos!

Impressionante, ainda vejo as cores e sinto os cheiros de minha infância vivida em Paraisópolis. A Páscoa dos Moços, a conferência de São Luiz Gonzaga, o protetor dos jovens, na confraria de São Vicente de Paula e as quermesses do asilo com seus leilões de assados e cartuchos feitos em casa. E onde ela ia toda noite de batom e botas!

Deixei para traz uma Paraisópolis muito saudável, aconchegante, alegre, cultural, desportiva, animada, festiva, e cheirosa como minhas parceiras de bailes.

Nestes trinta anos fiquei olhando Paraisópolis pela fresta da janela, nunca a perdi de vista, mas não estava aqui. Ouvi muita barbaridade, muita coisa triste como a invasão das drogas, a falta de perspectiva para os nossos jovens, o despreparo dos serviços públicos. Vi muita oposição e pouca atuação. Vi o conformismo de muitos e a acomodação de outros. Vi o conservadorismo falar alto buscando seus próprios interesses.

Mas hoje é dia de festa. E não posso esquecer-me do pensamento fundante de um dos nossos maiores escritores: “Feliz aquele que escreve livros e manda o povo pensar”. É esta a minha missão: ser feliz e provocar no povo o ato de pensar. Pode parecer pretensão de minha parte, mas não quero uma Paraisópolis do passado, quero uma Paraisópolis já no presente, preparando-se para um futuro próximo, muito melhor.

É assim que sei amar, reconhecendo as qualidades, as coisas boas, mas não deixando de falar sobre aquilo que precisa ser melhorado.
Muito obrigado por esta honra, em forma de reconhecimento, mas não estou parando, ao contrário, retorno aos meus vinte e três anos e vou fazer em minha terra natal, o que fiz em São José dos Campos. Sinceramente, muito obrigado, fica registrada aqui a minha gratidão para sempre.

Peço permissão a todos os presentes para fazer um agradecimento muito especial ao vereador Antonio Félix Teixeira Filho e a todos os edis desta casa, que por ocasião do falecimento recente de minha mãe Neuza Regina Braga Barros, aprovaram uma Moção de Pesar que em nome de todos os meus irmãos comovidamente agradeço.
Boa noite a todos!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Convite da Câmara Municipal de Paraisópolis

Paraisópolis, 01 de Dezembro de 2010


ILMO. SR.
JOSÉ ANTONIO BRAGA BARROS

A Câmara Municipal de Paraisópolis, Estado de Minas Gerais, por intermédio de sua Presidente, Sra. Conceição Aparecida Pereira, tem o prazer de convidar Vossa Senhoria para a Sessão Solene que se realizará no dia 10 de dezembro, às 19:00 horas, na Câmara Municipal de Paraisópolis, na qual Vossa Senhoria será agraciado com a “Medalha de Honra ao Mérito”.
Certo de contarmos com sua valiosa presença, aproveitamos o ensejo para enviar-lhe o protesto de nossa elevada estima e distinta consideração.

Atenciosamente,

CONCEIÇÃO APARECIDA PEREIRA
Presidente da Câmara

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cineclube "Paraíso"


A Primeira diretoria
eleita em 28 de novembro de 2010

Na mesa a diretoria eleita:


diretor cultural: Luzimar Goulart Gouvêa;


tesoureiro: Ronaldo Carvalhop Lopes;


presidente: José Antonio Braga Barros


e secretário: Ricardo Pereira Palma.



Ao fundo o Conselho Fiscal e suplentes:



Pedro Sousa Silva de Paula Ribeiro;


Alfredo Faria Lopes de Paiva;


Lauro Maria Soares Justo;



Ducinalva Amaral Lopes Reis;


Welington Coutinho Rodrigues;


Sabrina Facina Monnerat;


Rogéria Cristina Leme.




Cláudio disse...
Bela iniciativa Zé. Em 2010 Paraisópolis tem sua cultura renascida pela iniciativa de seus cidadãos. Parece que para 2011 teremos o lançamento do livro "Poetas de nossa terra 2". Vamos aguardar.

Eleita Primeira Diretoria do Cineclube "Paraíso"


A Primeira Diretoria do Cineclube "Paraíso"

1. DIRETORIA EXECUTIVA:
Presidente: José Antonio Braga Barros;
Secretário: Ricardo Pereira Palma;
Tesoureiro: Ronaldo Carvalho Lopes;
Diretor de Programação: Luzimar Goulart Gouvêa.

2. CONSELHO FISCAL:
Primeiro Conselheiro: Ducinalva Amaral Lopes Reis; Suplente: Rogéria Cristina Leme;
Segundo Conselheiro: Welington Coutinho Rodrigues; Suplente: Alfredo Faria Lopes de Paiva;
Terceiro Conselheiro: Pedro Sousa Silva de Paula Ribeiro; Suplente: Sabrina Facina Monnerat.




Cineclube "Paraíso"

Paraisópolis vai ter cinema
de graça para a população.
No dia 28 de novembro de 2010
foi criado o Cineclube "Paraíso".
A diretoria do Cineclube "Paraíso"
está mobilizada para conquistar novos sócios que podem ser de duas categorias:
Os sócios Remidos e
os Sócios Contribuintes.
Inicialmente as exibições dos filmes
serão no plenário da Câmara Municipal,
que vai ser equipada para esta finalidade.
Seja sócio do Cineclube "Paraíso".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ex-aluno volta ao Centenário "Bueno de Paiva"

José Antonio Braga Barros volta para a sua primeira sala de aula distribuindo poemas para os atuais estudantes da Escola Municipal "Bueno de Paiva" que completou 100 anos em 2010.